Ílhavo heroico poema,
Escrito, em sangue no mar!
Tua canção é um tema
Que todos sabem cantar.
Terra de heróis marinheiros,
De heroísmo sem igual!
Sempre honrando em seus veleiros,
O nome de Portugal.
Marinhas, sol, tricaninhas
Azenhas sempre a chorar…
Os sinos das capelinhas
Chamam o povo a rezar.
Ria sonhadora e esquiva,
Que o mar não sabe entender!
É ele quem lhe dá vida
No mar ela vai morrer.
Morre o sol, lá no poente
Num adeus emocionante…
Diz adeus, chorando, à gente
Beijando o mar soluçante.
Ílhavo meu lindo amor,
Noiva linda dos poentes…
Brilhas e não tens fulgor,
Não tens coração e sentes…
Moliceiros aprumados
Lembram gaivotas, voando…
São barcos estilizados,
Ninfas esbeltas sonhando.
Céu azul, noites serenas!
Ao longe, bramindo o mar!
Canais, planuras amenas,
Velas, ao longe, a acenar.
João Marques Ramalheira
1959
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